Mostrando postagens com marcador Sem Título. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sem Título. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 0 conceito(s)

Sem Título VI


É o mais próximo de refúgio do tormento
Nada seguro e não sinto o mínimo de paz
Talvez, o meu refúgio e o meu tormento
Não sou lá, nada mais que leva-e-traz.

É o reviver todo doloroso passado
De lágrimas arrancadas e prescritas
Ao olhar para cada pessoa ou quadro
Com suas faces rancorosas e aflitas.

É como esquecer a ferida fresca
E concentrar na antiga cicatrizada
E se perguntar: qual a mais dantesca?

Ou como retornar à casa e não ter lugar
E concluir que morando cá ou ali
Nunca mais um local irá chamar de lar.
domingo, 12 de setembro de 2010 0 conceito(s)

Sem título V

Acreditas, mesmo, que tudo pode
ter um final feliz?
Ou seria só mais um conto de fadas,
querida meretriz?
Acreditas, mesmo, naquilo tudo
que você sempre diz?
Ou seria só uma maneira de fugir
do destino que quis?
Não se incomode, minha querida atriz,
deixo-te jogar
E lutar contra a sina de ser infeliz,
por ti traçada
Não te enganarei sob as cartas,
ainda ensino-te a blefar
Mantenho-me apenas um pouco longe
da luz vermelha da sacada
Arriscando alguns de meus truques por alguém
que, vejo, sabe ao menos dançar.
sexta-feira, 30 de julho de 2010 0 conceito(s)
Que idiotice. Ela pensava. Parada no meio de uma sala com tv a cabo no canal de desenhos infantis. Lugar cheio de crianças, nada contra crianças, mas achava isso tudo um tanto deprimente. Colocou seu fone de ouvido ridículo que tampava o som dos lados e ficou se permitindo o que há muito não fazia: se iludir, viajar, devanear. Ridículo, essas crianças quase batem em mim, e eu sinto medo delas. Não era bem medo, mas ela reparava como todas as crianças sempre parecem saber mais do que o tamanho e a idade delas. E foi daí que partiu seu raciocínio. Começou a se lembrar se sabia demais quando era criança e foi interrompida.. um desses senhores que tem complexo de Peter Pan berrou com sua criança, tentando ser engraçado e frustrando-se. Voltou, foi interrompida, voltou, foi interrompida. Caramba, será difícil as pessoas gritarem longe o suficiente de mim? Respira, respira. Retomou a calma e foi para o jardim, estava frio, mas não creio que ela se importava. Deitou no chão, pela primeira vez esquecendo a sua fobia, fechou os olhos, respirou fundo pela última vez e olhou o céu. Foi o suficiente para deixá-la sem ar. Não precisou pensar nem por meio momento na beleza daquele lugar. Tudo aquilo foi entrado pelos olhos dela. Foi deixando-a extasiada. Baixou um pouco os olhos do céu e observou a paisagem. E viu aquilo pelo qual ela vinha lutando para escrever fazia tempo. Nunca conseguiu entender o quanto algumas pessoas parecem distantes das outras em todas as ocasiões. Parecia tão anti-natural. Porque se tudo na natureza vivia em conjunto e harmonia, por que as pessoas precisavam se isolar? Ela se sentia mal por estar fora da vida, muitas e muitas vezes. Mas ao olhar aquela paisagem e ver aquela única árvore ao longe, uma árvore que ela sabia só estar só vista de longe... uma árvore que podia não ter nada tão grande quanto ela ali, ao alcance da vista.. mas uma árvore que prezava por cada coisa menor ou insignificante que estava ali ao seu redor, coisas que ficavam cada vez maiores a medida que vamos chegando perto... percebeu que precisava olhar melhor para si e para cada um dos outros sozinhos ao seu redor. Cada uma daquelas pessoas tem outras que podem não estar sempre em evidência, mas que tem sua importância, construtiva ou destrutiva. Respirou fundo, escreveu tudo isso, e olhou para o local de onde havia vindo. Decidiu que continuaria por onde estava mesmo. Ainda não estava preparada para sentir as pessoas com aquele 'novo olhar'. Talvez sofresse um colapso. Exagerada como sabia ser, talvez gritasse para que o senhor parasse de berrar com a criança, pois a hora já era avançada e ele estava incomodando a pequena grama que crescia ao redor daquela árvore isolada ao fundo e que isso talvez as fizessem fugir. Como ele poderia se atrever?
segunda-feira, 19 de abril de 2010 1 conceito(s)

Sem título IV

De certos acidentes
guardo tudo retorcido
dentro, na mente.
Decerto, friamente,
descrevo tudo visto
rosto sem sorriso
como alguem ausente
terça-feira, 5 de janeiro de 2010 2 conceito(s)

Sem Título III


É um girar de cores

Um vai-e-vem de notas

Uma mistura de instrumentos

Tudo jogado ao vento.

Não é esquerda e nem direita

Talvez não certo,

Mas não errado,

É falar sem som

Ouvir sem escutar

Ler nas entrelinhas

Está tudo escrito, só olhar.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009 0 conceito(s)

Sem título III



Das minhas dores
Você nem desconfia
Dos meus amores e dissabores
Você riria

Não só tristezas
Há desastres
Há problemas
Há você.

Idiota, eu.
Aqui fingindo ser
Aquilo que poderia
Para agradar você

Fácil de escrever
Escapar ao julgo do seu olhar
Difícil dizer
Faz querer me refugiar

A reprimenda
A cobrança
O não ser de ferro.
O errar.

Falta confiança
Falta, sobretudo,
Confiança
Falta dizer o que sinto.
Mesmo que o que sinto não seja bonito.
domingo, 15 de novembro de 2009 2 conceito(s)

Sem Título II


É mais que ódio,
é animal,
é feroz..
faz até mal.

Perto dos olhos,
movimentos não são nada,
do que adianta sorrir
com essa íris parada.

Reagir..
olhos nada são.
Do que adianta chorar..
se não comove o coração.
quinta-feira, 9 de julho de 2009 1 conceito(s)

Sem título I


Eu não consigo ser feliz
Se você não está
Não consigo me conformar
Com tanta tristeza
no âmago de tanta beleza

Não me digo altruísta
Coisa assim é rara,
impossível, quase.

Me apresento, toda -ou quase
Egoísta por natureza
Digo, uma forma de defesa.

No momento em que me param
e me perguntam
Como? o contraponto?
Simples, eu canto:

A tristeza nunca leva alguém só.
Ela acaba com a alegria, de nós,
pobres gurias.
Que sugam da alheia, sua energia
E sua força pra viver.
 
;